
Exposição de fotografias «VISA POUR L’IMAGE»
NOUS N’IRONS PLUS À LA MINE - LES DERNIERS MINEURS DE CHARBON
(Não iremos mais à mina - Os últimos mineiros de carvão)
18 de maio - 5 de junho 2010
Estação Cabo Branco - Ciência Cultura e Arte
Entrada Franca
O percurso de Jacques Grison é atípico. Nasceu em 1958, em Verdun, terra emblemática de sofrimento e de reclusão nas trincheiras da primeira Guerra Mundial. Jacques Grison começa seus estudos científicos antes de entrar para o Conservatório de Teatro de Nancy.
Desse período, mantém um gosto acentuado pela pesquisa e a lógica científica, com nuances de fascinação pelas emoções humanas que se aprende a controlar ou a dissimular. É o que o leva a mudar e a tornar-se educador especializado em um hospital psiquiátrico, local onde se encontra a dor, o irracional e a violência de sentimentos. O Ministério da Cultura e da Comunicação considera particularmente interessante propor-lhe um projeto sobre o último dia de trabalho dos jovens na minas de Lorraine, de onde é originário.

Grison conhece perfeitamente não só as tradições, os costumes e os ritos, mas também o companheirismo, as superstições e os perigos desse mundo fechado. Relata, com precisão e cumplicidade, esse último dia desde a aurora em todo o seu esplendor até o momento em que a lâmpada dos mineiros se apagará para sempre.
Esse trabalho surpreende pela potência da cor, pelo jogo de profundidade; vigilância, gestos contidos, economia de recursos, incríveis turbilhões de cores e longas pausas. Jacques Grison foi confrontado a todas as dificuldades ligadas a um trabalho embaixo da terra e em um espaço confinado.
Descreve cada episódio desta última descida com o pudor e a reverência que devemos àqueles que jamais voltarão da mina.
VISA POUR L’ IMAGE
Criado durante os anos 80, em Perpignan, o festival «Visa pour l’ image» dedica-se, todos os anos, aos fatos atuais do fotojornalismo através do mundo, apresentando os grandes acontecimentos sociais e políticos vistos pelos fotógrafos, com interesse específico na estética denominada na França «O Novo Documentário».
Fotografias realizadas com aparelhos tradicionais ou digitais, o resultado pontual de uma pesquisa aprofundada por repórteres e artistas, toda a evolução da imprensa que levou a uma profunda transformação da profissão para finalmente propor, na forma e no conteúdo, temas atuais, diferentes dos que são oferecidos pela televisão.